Investimento público de 360 mil euros 

A Unidade de Hemodiálise no Porto Santo sofreu uma profunda renovação, representando um investimento público no valor de 360 mil euros.

A nova Unidade de Hemo- diálise no Porto Santo sofreu uma profunda transformação e está agora a funcionar num espaço completamente renovado e com um novo sistema de televigilância. 

As obras de renovação tiveram como objetivo melhorar a operacionalidade do espaço, renovar os equipamentos e melhorar o acesso dos utentes e as condições de trabalho dos profissionais, tornando o espaço mais acessível, funcional e humanizado. 

Das intervenções realizadas constaram a ampliação das salas de tratamento, a ampliação dos vestiários para os doentes, a criação de um gabinete para consultas, a aquisição de novos cadeirões, a renovação completa da estação de tratamento de águas e a aquisição de monitores de hemodiálise de última geração, permitindo a realização de todas as técnicas de hemodiálise com segurança máxima. 

De acordo com a Secretaria Regional da Saúde, o investimento efetuado chegou a quase 360 mil euros e veio permitir “uma melhoria significativa” na qualidade de tratamento que é oferecido aos doentes. 

A Unidade de Hemodiálise do Porto Santo, que faz parte integrante do Serviço de Nefrologia do SESARAM, presta assistência a aproximadamente uma dezena de utentes residentes na Ilha em programa de hemodiálise. 

Além da população residente, tem havido ao longo dos últimos anos “um esforço no sentido de dar resposta favorável” a todos os doentes que procuram este Serviço no Porto Santo em períodos de férias”. 

Assim, estas obras de remodelação, que ficaram concluídas no passado dia 20 de fevereiro, contemplaram um aumento do número de postos de tratamento (de 6 postos para 8), com vista a responder à crescente procura por parte dos visitantes da Região, do Continente e de outros países. 

Nesta unidade, com características únicas no país, os serviços são prestados por cinco enfermeiros e contam com o acompanhamento dos médicos afetos ao Serviço de Nefrologia do SESARAM, que se deslocam com regularidade ao Porto Santo para seguimento dos doentes. 

Segundo a secretaria tutelada por Pedro Ramos, a melhoria das condições desta unidade no centro de Saúde do Porto Santo visa proporcionar aos pacientes “um maior conforto e tranquilidade”. 

Importa referir que integrado nesta remodelação foi também instalado um sistema de televigilância clínica que veio permitir um melhor acompanhamento dos doentes, uma vez que possibilita a partilha dos dados clínicos do doente, em tempo real, entre o Porto Santo e o Serviço de Nefrologia do Hospital Dr. Nélio Mendonça. Isto significa que, a partir do Funchal, que os médicos nefrologistas acompanham os tratamentos e monitorizam os doentes. 

A implementação desta ligação em tempo real surge no sentido de agilizar o acesso ao processo clínico dos doentes e apoiar a equipa no Centro de Saúde do Porto Santo, por exemplo, em relação aos tratamentos e respetiva evolução dos doentes. 

Refira-se que o Centro de Diálise do Porto Santo funciona desde setembro de 2002 e, até bem pouco tempo, ainda não tinha sido alvo de qualquer intervenção. 

“Todas as técnicas podem ser usadas” 

O diretor do Serviço de Nefrologia do SESARAM, do qual faz parte a Unidade de Hemodiálise do Porto Santo, destacou ao JM o avanço que representa a renovação realizada na unidade. “O material tinha alguns anos de serviço e algumas técnicas não podiam ser feitas por causa da Central de Água que não garantia a qualidade das águas, mas agora com a renovação completa da estação de trata- mento de águas todas as técnicas que são usadas no Funchal, podem ser feitas lá, com conforto e qualidade”, afirmou o Gil Silva. 

O diretor disse ainda que o modelo que foi adotado para o Porto Santo tem suscitado o interesse das autoridades dos Açores e de Cabo Verde, tendo revelando a existência de um projeto a concretizar, em moldes semelhantes aos da ilha dourada, para a ilha do Pico, nos Açores. Atualmente, o arquipélago vizinho tem apenas centros de diálise no Faial, em São Miguel e na Terceira, e os habitantes das outras ilhas precisam deslocar-se sempre que necessitem destes cuidados.

 

Alberto Pita 

In “JM-Madeira”