Grupo de Coordenação do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos da Região Autónoma da Madeira

 

Grupo de Coordenação do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (GCR-PPCIRA) da Região Autónoma da Madeira, foi criado em alinhamento com o Despacho n.º 15423/2013, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde (Diário da república, 2ª série – Nº 229 – 26 de novembro de 2013), tendo em vista a implementação dos objetivos do Programa de Prevenção e Controlo da infeção e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) e as recomendações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) na Região Autónoma da Madeira.

 

Competências

1.      Coordenar e apoiar as atividades de prevenção e controlo de infeção, o uso adequado de antimicrobianos e a prevenção de resistências a antimicrobianos, nas unidades de saúde de cada região, no respeito pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos;

2.      Garantir o cumprimento obrigatório dos programas de vigilância epidemiológica nacionais e de infeção associada a cuidados de saúde e de resistências aos antimicrobianos;

3.      Promover e monitorizar a investigação de surtos e a realização de inquéritos epidemiológicos, colaborando na realização de auditorias;

4.      Programar a realização de ações de formação e divulgação em cada região;

5.      Elaborar um plano e um relatório anual de atividades e um plano de atividades trianual.

 

Composição Grupo de Coordenação do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (GCR-PPCIRA)

·         Dra. Margarida Augusta Brazão Cupertino da Câmara, Assistente Graduada de Medicina Interna e Medicina Intensiva do SESARAM, EPE (Coordenadora);

·        Prof. Doutora Bruna Raquel Figueira Ornelas de Gouveia, Professora Adjunta e Enfermeira, Vice-Presidente do Conselho Diretivo e Coordenadora do Departamento de Saúde, Planeamento e Administração Geral do IASAÚDE, IP-RAM ;

·         Dra. Carminda Maria dos Santos Andrade, Farmacêutica, Coordenadora do Gabinete dos Assuntos Farmacêuticos do IASAÚDE, IP-RAM;

·         Dr. António Miguel Vieira Gonçalves, Assistente de Nefrologia do SESARAM, EPE;

·         Enf. Maria Marta Correia Gonçalves Rodrigues, Enfermeira supervisora do SESARAM, EPE;

·         Dra. Helena Raquel Pimenta Conceição, Assistente de Medicina Geral e Familiar do SESARAM, EPE.

 

Grupos de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (GCL-PPCIRA) 

·         GCPPCIRA do SESARAM, EPE

 

 

Programa de Prevenção e Controlo da Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA)

Portugal apresenta elevadas taxas de infeção associada a cuidados de saúde, de uso de antimicrobianos e de microrganismos com resistência aos antimicrobianos.

Estas infeções tem significativa morbi-mortalidade, e acarretam consumo acrescido de recursos hospitalares e comunitários.

Uma grande percentagem das infeções associadas aos cuidados de saúde é, seguramente, evitável.

A Direção Geral de Saúde (DGS), criou, pela fusão dos dois anteriores programas, “Programa Nacional de Controlo de Infeção” e “Programa Nacional de Prevenção das Resistências aos Antimicrobianos”, o novo Programa - Programa de Prevenção e Controlo da Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) - Despacho do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde nº 2902/2013 de 22 de Fevereiro. A este Programa, foi dado carácter de programa de saúde prioritário.

A razão da fusão deve-se ao fato de que o controlo de infeção e prevenção de resistências aos antimicrobianos são duas faces da mesma moeda, com estratégias de intervenção comuns e/ou complementares. 

Objetivos do PPCIRA

·         Reduzir a taxa de infeções associadas aos cuidados de saúde, hospitalares e da comunidade;

·         Reduzir a taxa de microrganismos com resistência aos antimicrobianos;

·         Efetuar a vigilância contínua da infeção hospitalar;

·         Efetuar a vigilância do consumo de antibióticos;

·         Efetuar a vigilância da incidência de microrganismos multirresistentes.

 

 

PROGRAMAS DE VIGILÂNCIA

Programas de Vigilância Epidemiológica das Infeções

A medição da evolução das taxas de infeções associadas aos cuidados de saúde, de consumo de antimicrobianos e de resistências dos microrganismos aos antimicrobianos, é efetuada continuamente, por estudos de vigilância epidemiológica (VE) de incidência (VE da infeção do local cirúrgico, VE em Unidade de Cuidados Intensivos, VE em Unidade de Cuidados Intensivos Recém-Nascidos, VE das Infeções Nosocomias da Corrente Sanguínea, VE das Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde em Cuidados Continuados e Cuidados de Saúde Primários com internamento) e periodicamente, através dos Inquéritos de Prevalência de Infeção (IPI).

A participação das Instituições nos programas de VE, é obrigatória pelo Despacho nº 15423/2013.

 

Objetivos

  • Garantir o cumprimento obrigatório dos programas de VE das Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS) de forma ativa, sistemática e contínua;
  • Quantificar o número e o tipo de IACS na RAM
  • Quantificar, monitorizar e divulgar a evolução das IACS na RAM

 

Vigilância epidemiológica da infeção do local cirúrgico 

 Este Projeto visa contribuir a nível nacional, para a avaliação da incidência da infeção do local cirúrgico nosocomial nos serviços de cirurgia.

Monitoriza, com particular destaque a ocorrência de infeção em intervenções cirúrgicas nas quais a infeção do local cirúrgico é mais frequente, como a cirurgia do cólon, reto ou vias biliares, ou naquelas em que se associa a maior morbilidade, como as cirurgias coronárias, de prótese de anca, joelho ou laminectomias.

Funciona em articulação com o sistema de vigilância europeu HAI-NET (Healthcare-Associated infetions network) coordenado pelo ECDC (European Center for Disease Control), e integra a rede de vigilância epidemiológica europeia TESSy (The European Surveillance System).

 

Objetivos específicos

  • Cumprir com as recomendações existentes para a “boa prática cirúrgica”.
  • Corrigir ou melhorar as práticas específicas.
  • Implementar e avaliar novas práticas preventivas associadas às infeções do local cirúrgico

Veja como aderir ao programa

https://www.dgs.pt/programa-nacional-de-controlo-da-infeccao/vigilancia-epidemiologica/infecao/helics-cirurgia.aspx

 

Vigilância Epidemiológica da Infeção Nosocomial em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI)

Este programa de vigilância das infeções é aplicável às Unidades de Cuidados Intensivos de nível III.

Funciona em articulação com o sistema de vigilância europeu HAI-NET (Healthcare-Associated infetions network) coordenado pelo ECDC (European Center for Disease Control), e integra a rede de vigilância epidemiológica europeia TESSy (The European Surveillance System).


Objetivos

  • Conhecer a incidência das IACS mais importantes nas UCI;
  • Conhecer a evolução da flora responsável pelas IACS nas UCI, individual e colectivamente, e respectivos padrões de sensibilidade e resistência aos antimicrobianos;
  • Avaliar a epidemiologia de infeções emergentes;
  • Comparar as taxas de IACS relacionada com procedimentos invasivos - entubação traqueal, ventilação mecânica e cateteres venosos centrais e urinários (traqueobronquites, pneumonia, infeção da corrente sanguínea, infeções urinárias);
  • Monitorizar o consumo de antimicrobianos nas UCI;
  • Contribuir para a criação de uma base de dados de registo de IACS, a nível nacional, que permita ainda comparar os dados locais, com os nacionais e com os europeus;

 

IACS objeto de estudo

  • Pneumonia associada à intubação
  • Traqueobronquite
  • Bacteriemia relacionada com cateter venoso central
  • Infeção do trato urinário relacionada com cateter vesical

Veja como aceder ao Programa

https://www.dgs.pt/programa-nacional-de-controlo-da-infeccao/vigilancia-epidemiologica/infecao/helics-uci.aspx

 

Vigilância Epidemiológica das Infeções nas Unidades de Cuidados Intensivos de Recém-Nascidos

É um programa de vigilância epidemiológica contínuo, aplicável às Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais de nível III. 

É uma vigilância epidemiológica portuguesa que se baseia em protocolos e plataformas nacionais, os quais geram dados dirigidos à realidade nacional.

 

Objetivos

  • Conhecer a incidência da infeção nestas Unidades, em função da exposição ao factor de risco
  • Determinar a razão e utilização dos dispositivos invasivos em função do total de dias de internamento
  • Determinar as taxas de infeção e a sua distribuição por local
  • Comparar o desempenho entre UCIN, relativamente aos parâmetros atrás descritos
  • Utilizar a VE para sensibilizar os profissionais de saúde para a adopção de medidas de controlo da IACS, cumprimento das normas de boas práticas e melhorar a qualidade da colheita e registo de dados.

 

IACS objeto de estudo

  • Sépsis
  • Pneumonia
  • Enterocolite necrosante
  • Meningite

Veja como aceder ao Programa

https://www.dgs.pt/programa-nacional-de-controlo-da-infeccao/vigilancia-epidemiologica/infecao/infecoes-nas-uci-recem-nascidos.aspx

 

 

Infeções Nosocomiais da Corrente Sanguínea (INCS) 

As infeções nosocomiais da corrente sanguínea (INCS) são das infeções adquiridas no hospital que mais contribuem para a morbilidade e mortalidade hospitalar e para o aumento de custos na prestação de cuidados de saúde. 

Este programa tem como objetivo a monitorização das infeções da corrente sanguínea adquiridas nas Unidades de Saúde, através de um protocolo padronizado.

 

IACS objeto de estudo

  • Primárias (relacionadas com cateter venoso central ou com foco desconhecido)
  • Secundárias (relacionadas com foco que não o cateter venoso central)

Veja como aderir ao Programa:

https://www.dgs.pt/programa-nacional-de-controlo-da-infeccao/vigilancia-epidemiologica/infecao/infecoes-nosocomiais-da-corente-sanguinea.aspx

 

Vigilância Epidemiológica das Infeções adquiridas em Unidades de Cuidados Continuados Integrados

Este programa efetua a vigilância epidemiológica das infeções nos utentes internados em Centros de Saúde e em Cuidados Continuados, que aí permaneçam pelo menos 24h ou dois dias de calendário consecutivos.

 Objetivos

  • Determinar a incidência das IACS mais significativas (com destaque para as infeções relacionadas com os dispositivos invasivos): respiratória, urinária, corrente sanguínea e relacionadas com outros procedimentos clínicos, relevantes para o aparecimento da infecção;
  • Efetivar a vigilância epidemiológica da infeção da ferida cirúrgica com seguimento dos doentes cirúrgicos em convalescença, dando informação de retorno aos hospitais donde provêm os doentes, se ocorrer esta infeção após a alta hospitalar;
  • Efetuar a vigilância epidemiológica prospetiva e contínua da incidência dos microrganismos epidemiologicamente significativos em toda a unidade de saúde;
  • Efetuar a vigilância epidemiológica e controlo das resistências dos microrganismos aos antimicrobianos;
  • Participar no inquérito de prevalência de infeção de âmbito nacional.

IACS objeto de estudo

  • Infeções do local cirúrgico
  • Infeções das vias urinárias
  • Infeções da corrente sanguínea
  • Infeções das vias respiratórias
  • Infeções cutâneas
  • Infeções gastrointestinais

 

Resistência aos antimicrobianos 

A progressiva eliminação de estirpes suscetíveis aos antibióticos mais utilizados e consequente seleção das resistentes, bem como a transmissão das resistências por estas estirpes para outras previamente sensíveis, são mecanismos biológicos de adaptação particularmente efetivos em grande parte das bactérias.

Tratando-se de um processo de ocorrência expectável e natural, a seleção de estirpes resistentes tem sido potenciada pela utilização frequentemente inapropriada dos fármacos antimicrobianos.

Na prática, o aumento das taxas de resistência significa que, perante uma infeção provocada por um determinado microrganismo, é maior a probabilidade desse microrganismo ser resistente aos antibióticos habitualmente utilizados, sendo a infeção apenas tratável por fármacos de mais largo espetro, por sua vez com maior potencial gerador de resistências.

A inversão desta perigosa espiral é um dos principais objetivos do trabalho de prevenção e controlo de IACS e de reação adversa ao medicamento (RAM).

A vigilância epidemiológica do perfil de resistência dos microrganismos aos antimicrobianos é de extrema importância, de forma a identificar precocemente determinados microrganismos com maior perfil de resistência e implementar medidas de prevenção e controlo da infeção e promoção do uso mais racional de antimicrobianos.

A VE da resistência é obrigatória pelo Despacho 15423/2013.

Esta VE é efetuada pelos Grupos Locais com a colaboração dos Laboratórios de Microbiologia/Patologia Clínica.

 

Microrganismos “Alerta” e “Problema”

Estudo da incidência e perfil de resistência aos antimicrobianos dos microrganismos patogénicos "Alerta" e "Problema" isolados no sangue e liquor,

Os dados de cada Instituição/Laboratório são enviados para a rede nacional e para a rede de vigilância epidemiológica europeia de resistência aos antimicrobianos, enviando anualmente dados representativos da realidade portuguesa para o sistema European Antimicrobial Resistance Surveillance Network (EARS-Net), coordenado pelo European Center for Disease Control.

Consideram-se microrganismos “problema”, os microrganismos que causam frequentemente doença e com taxas de resistência epidemiologicamente significativa.

 

Microrganismos “problema” notificados:

1.      Pseudomonas aeruginosa (sangue e liquor)

2.      Acinectobacter spp (sangue e liquor)

3.      Enterobacteriacea (sangue e liquor)

4.      Staphilococcus aureus (sangue e liquor)

5.      Enterococcus faecalis e faecium (sangue e liquor)

6.      Streptococcus pneumoniae (sangue e LCR)

7.      Clostridium difficile

Consideram-se microrganismos “alerta”, os que apresentam um padrão de resistência ou resistência intermédia pouco habitual ou de baixa prevalência na Unidade de Saúde e que, por esta razão, implica implementar medidas urgentes para a sua contenção.

 

Microrganismos “alerta” notificados (isolados em qualquer produto):

·         Staphylococcus aureus com resistência à vancomicina (VRSA)

·         Staphylococcus aureus com resistência ao linezolide

·         Staphylococcus aureus com resistência à daptomicina

·         Enterococcus faecium e Enterococcus faecalis com resistência ao Linezolide

·         Enterobacteriaceae com resistência intermédia ou resistência aos carbapenemes e/ou presumíveis produtoras de carbapenemases

·         Pseudomonas aeruginosa com resistência à colistina

·         Acinetobacter spp com resistencia à colistina

 

Veja como aderir ao Programa

Norma da DGS Nº 004/2013 de 08/08/2013 atualidade a 13/11/2015 - Vigilância epidemiológica das resistências aos antimicrobianos

 

Cartas Microbiológicas

Esta vigilância estuda a incidência e perfil de resistência aos antimicrobianos de todos os microrganismos patogénicos isolados nas amostras biológicas, numa determinada instituição de saúde ou serviço.

É efetuado pelos Serviço de Patologia Clínica das instituições de Saúde ou por Laboratórios de Patologia Clínica, quando externos às instituições.

A análise do perfil de sensibilidade e resistência dos microrganismos aos antimicrobianos, permite monitorizar as resistências dos microrganismos aos antimicrobianos e relacioná-las com os consumos de antibióticos. Permite construir as Cartas Microbiológicas, de fundamental importância para o conhecimento da flora local, ajudando a orientar a terapêutica empírica.

Objetivos:

  • Conhecer os microrganismos responsáveis pelas infecções (da comunidade e IACS)
  • Conhecer o comportamento “in vitro” dos microrganismos aos agentes antimicrobianos
  • Divulgar o aparecimento de novos mecanismos de resistência
  • Facilitar a escolha empírica da terapêutica antibiótica

 

Prevenção da Colonização/Infeção por MRSA

O Staphylococcus aureus é uma bactéria comensal que coloniza as narinas (reservatório primário), axilas, faringe e/ou superfícies cutâneas lesadas. Estima-se que possa colonizar a pele em até 30% dos indivíduos saudáveis. Esta bactéria apresenta capacidades únicas de invadir e provocar doença em tecidos previamente saudáveis em qualquer local do corpo humano. As infeções podem surgir quando ocorre uma solução de continuidade na pele ou mucosas, que permita o acesso da bactéria aos tecidos vizinhos ou à corrente sanguínea. Estão particularmente em risco: pele e tecidos moles, aparelho respiratório, osso, articulações e corrente sanguínea. O risco de infeção aumenta com a presença de material protésico, incluindo cateteres intravasculares.

Atualmente, o MRSA é uma das principais causas de infeções associadas aos cuidados de saúde. É responsável por acréscimo de dias de internamento, da mortalidade e dos custos.

A identificação de utentes com fatores de risco para MRSA, a implementação de medidas de isolamento de contacto e o rastreio ativo, permitem identificar os utentes colonizados ou infetados e descolonizar ou tratar estes doentes

Consultar Norma Nº018/2014 de 09/12/2014, atualizada em 27/04/2015 - Prevenção e Controlo e Infeção por Staphylococcus resistentes à meticilina (MRSA) nos hospitais e unidades de internamento de cuidados continuados integrados.

https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0182014-de-09122014.aspx

 


 

Consumo de Antimicrobianos

Sabemos que em Portugal o consumo de Quinolonas na comunidade e de Carbapenemos nos hospitais, é elevado e é superior à média europeia e que a utilização irracional e elevada de antimicrobianos está associada ao aumento da resistência dos microrganismos aos antimicrobianos. As Classes com maior consumo são a das Quinolonas, na comunidade e a dos Carbapenemos, nos hospitais,

A monitorização dos consumos de antimicrobianos permite detetar desvios de utilização dos mesmos, relacionar o consumo com as resistências permitindo intervir de forma mais adequada.

Portugal participa na Vigilância Epidemiológica Europeia de Consumo de Antimicrobianos (ESAC-Net). A RAM aderiu à vigilância em 2018.

Esta vigilância tem a colaboração de Serviços Farmacêuticos, das Comissões de Farmácia e Terapêutica dos Hospitais e da RAM, dos GCPPCIRA locais, do IASAUDE e do Infarmed,

 

Recomendações para utilização racional de antimicrobianos e redução das resistências:

  1. Ponderar sempre o risco/benefício, antes do início dos antimicrobianos
  2. Aplicar as recomendações gerais na prescrição antibiótica
  3. Efetuar colheitas microbiológicas, dirigidas ao foco presumível de infeção, antes do início dos antimicrobianos
  4. Efetuar antibioterapia apropriada (eficaz contra o agente presumido e com boa penetração no local de infeção)
  5. Efetuar antibioterapia adequada (dose correta, via de administração, intervalo, início e duração, adequadas)
  6. Otimizar a terapêutica em doentes graves
  7. Evitar o uso de quinolonas, cefalosporinas e carbapenemos
  8. Reavaliar a antibioterapia, com base na resposta clínica e microbiológica e efetuar a de-escalação (ex: ajustar a dose, passagem da via intravenosa para oral ou até mesmo a sua suspensão, quando a infeção não foi comprovada)
  9. Prescrever os antimicrobianos com o apoio do Programa de Assistência à Prescrição de Antimicrobianos (PAPA)
  10. Utilizar profilaxia antibiótica cirúrgica em dose única e em raras situações, até às 24h
  11. Reportar todas as reações adversas ao medicamento (RAM), no Portal RAM https://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

 

 

PREVENÇÃO E CONTROLO

Campanha das Precauções Básicas de Prevenção e Controlo da Infeção

As Precauções Básicas de Controlo de Infeção (PBCI) destinam-se a prevenir a transmissão cruzada proveniente de fontes de infeção conhecidas ou não. Essas potenciais fontes de infeção incluem o sangue e outros fluidos orgânicos (excluindo o suor), pele não íntegra, mucosas, assim como, qualquer material ou equipamento do ambiente de prestação de cuidados, passível de contaminação com as referidas fontes.

Aplicam-se a todos os utentes independentemente de se conhecer o estado infecioso dos mesmos.

O princípio subjacente às PBCI é de que “não há doentes de risco, mas sim, procedimentos de risco”.

A ênfase é dada para as precauções a implementar consoante os procedimentos clínicos e os seus riscos inerentes.

As PBCI destinam-se a garantir a segurança dos utentes, dos profissionais de saúde e de todos os que entram em contacto com os serviços de saúde.

As PBCI não previnem de forma eficaz a transmissão da infeção de todos os agentes infeciosos, e, consequentemente, em casos específicos (Clostridium difficile, Mycobacterium tuberculosis, MRSA, Acinetobacter multirresistente, entre outros), estão indicadas medidas adicionais – Precauções baseadas nas vias de transmissão (contacto, aérea e gotículas), que são complementares às Precauções Básicas, mas não as substituem.

Na admissão à unidade de saúde (US), deve assumir-se que todo o doente está potencialmente colonizado ou infetado com microrganismos “problema” e podem constituir-se reservatório ou fonte potencial para transmissão cruzada de infeção, até se comprovar o contrário.

A aplicação das PBCI durante a prestação de cuidados é determinada pelo nível de interação entre o prestador de cuidados e o utente e, o grau de exposição previsto ao sangue ou outros fluidos orgânicos.

As PBCI são compostas por 10 itens:

  1. Colocação de doentes
  2. Higiene das mãos
  3. Etiqueta respiratória
  4. Utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI)
  5. Descontaminação do Equipamento Clínico
  6. Controlo Ambiental
  7. Manuseamento Seguro da Roupa
  8. Recolha segura de resíduos
  9. Práticas seguras na preparação e administração de injetáveis
  10. Exposição a agentes microbianos no local de trabalho

Norma da DGS nº 029/2012 de 28/12/2012 atualizada a 31/10/2013. Precauções Básicas do Controlo da Infeção (PBCI)

Veja como aceder à Campanha:

https://www.dgs.pt/programa-de-prevencao-e-controlo-de-infecoes-e-de-resistencia-aos-antimicrobianos/estrategia-multimodal-pbci/como-aderir-a-estrategia-pbci.aspx

 

Anexos:

 

 ANTIMICROBIANOS

Programa de Assistência à Prescrição de Antimicrobianos

Este programa tem como objetivo a redução do consumo de antimicrobianos e das resistências, através do apoio diário na utilização de Antimicrobianos, tanto em profilaxia, como em terapêutica.

De acordo com a legislação, aos Grupos Locais do PPCIRA, para além da assistência na prescrição compete a anulação do uso de antibióticos em situações em que não estão indicados ou utilizados por tempo superior ao necessário.

Despacho n.º 15423/2013, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Diário da república, 2ª série – Nº 229 – 26 de novembro de 2013

 

DIVULGAÇÃO

CIRCULARES

EVENTOS E MATERIAIS

Disponível brevemente.